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ONU: 25% das mulheres a partir de 15 anos são vítimas da violência de gênero

ONU: 25% das mulheres a partir de 15 anos são vítimas da violência de gênero

Dados da Organização Mundial da Saúde indicam que agressões estão ocorrendo cada vez mais cedo; em todo o mundo, um terço das mulheres ou 736 milhões já sofreu violência física ou sexual por um parceiro ou alguém próximo. 

A violência a mulheres está ocorrendo cada vez mais cedo na vida de mulheres e meninas. Num novo estudo, a Organização Mundial da Saúde revela que 25% das adolescentes e jovens, de 15 a 24 anos, já foram vítimas da violência de gênero. 

O relatório chama-se “Estimativas Globais, Regionais e Nacionais sobre Violência de Parceiros Próximos a Mulheres e Estimativas Globais e Regionais de Violência Sexual advinda de Não-Parceiros”. 

Melhoras 
Apesar dos esforços de governos e sociedade civil, o número global de todas as mulheres continua sendo ao redor de um terço, sem mudanças ou melhoras na última década. 

Iniciativas em escolas de todo o mundo, como esta no Uganda, alertam para este tipo de violênciaUnicef/Jimmy Adriko
Iniciativas em escolas de todo o mundo, como esta no Uganda, alertam para este tipo de violência
E o agressor está na maioria dos casos por perto: um parceiro ou uma pessoa conhecida da vítima. 

O chefe da OMS, Tedros Ghebreyesus, diz que a violência a mulheres é endêmica em todos os países e culturas e afeta milhões de mulheres e famílias. E a pandemia da Covid-19 só serviu para piorar a situação. 

Dos 736 milhões de vítimas da violência, 641 milhões foram agredidas pelo parceiro íntimo. 

Estigma 
Mas 6% das mulheres que reportaram ataques sexuais por alguém que não era o marido ou parceiro. Este número pode ser ainda mais alto porque muitas vítimas temem o estigma de relatar um crime sexual. 

Os dados do novo estudo da OMS, em parceria com um grupo de trabalho da ONU, relatam coletas de 2000 a 2018 e atualizam informação de 2013. Apesar dos resultados chocantes, eles não incluem a situação agravada com a Covid-19, a partir de dezembro de 2019, quando a doença surgiu na cidade de Wuhan, na China. 

A chefe da ONU Mulheres, Phumzile Mlambo-Ngcuka, diz que todos os governos devem tomar medidas fortes e pró-ativas para combater a violência, que segundo ela é uma “pandemia paralela”. A diretora-executiva da agência citou o aumento de agressões a mulheres jovens e mães jovens. 

Alguns países aumentaram linhas de auxílio durante a pandemia, mas ainda não existem dados para aferir o resultado das iniciativas. 

Menina de 15 anos, na Ucrânia, liga para a linha de apoio depois que sua mãe perdeu o emprego e seu padrasto começou a assediá-laUnicef/Aleksey Filippov
Menina de 15 anos, na Ucrânia, liga para a linha de apoio depois que sua mãe perdeu o emprego e seu padrasto começou a assediá-la
Sul da Europa 
A violência a mulheres é maior em países de rendas baixa e média-baixa. Cerca de 37% das cidadãs, entre 15 e 49 anos, em nações pobres sofreram violência física ou sexual de um parceiro. E em alguns países, este número sobe para a metade.  

As regiões da Oceania, Sul da Ásia e África Subsaariana tiveram as maiores taxas entre mulheres de 15 a 49 anos. As menores ocorreram na Europa (de 16% a 23%), Ásia Central (18%), Ásia Oriental (20%) e Sudeste da Ásia (21%). 

Já na América Latina e Caribe e na América do Norte, a taxa é de 25% cada. 

A região menos violenta é o sul da Europa com 16%. 

Para as agências da ONU, a prevenção da violência requer o enfrentamento de desigualdades socioeconômicas, acesso à educação e ao trabalho seguro além de mudanças de normas e instituições discriminatórias. 

Dentre as medidas que os países precisam promover e praticar estão salários iguais para homens e mulheres que desempenha a mesma função.

Academia Matemática das Relações
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