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O Lar é a manifestação do Ventre Sagrado

O Lar é a manifestação do Ventre Sagrado

Estava refletindo hoje sobre o que podemos perceber desse movimento familiar de tanta desordem, caos, brigas e desarmonia familiar. Crianças que gritam, desobedecem, não querem fazer a lição de casa, fazem "birras", "pirraças... Quero contribuir com uma reflexão bastante importante.

Sobre a casa, o ambiente que denominamos lar, há uma Força regente eminentemente feminina. É a mesma força da terra, do planeta, do útero, da mãe. Lugar de acolhimento, aconchego, nutrição, proteção, orientação. Quando é habitada por uma mulher, ela fica a serviço dessa força, tornando-se a "dona da casa". Seus ciclos menstruais alteram profundamente o movimento do campo energético dessa casa. Sempre indico que no período menstrual seja instituído o Shabat , período de reflexão, intimidade e descanso para todos os seus integrantes. Assim, cada lar é regido pela sua dona.

Nesse sentido, podemos perceber que se há desordem numa casa, a dona está fora do seu lugar. Muitas vezes o homem que teve problemas com a sua própria mãe durante o período da infância, acaba, inconscientemente, "suplantando" o lugar da mãe e esposa quando exerce funções que pertencem a ela, sem sequer ter combinado ou recebido autorização para isso. Ás vezes é a sogra ou a própria mãe dessa mulher que vem exercer esse papel que não é seu por direito. A lei é infringida. Regras precisam ser estabelecidas pela dona da casa e o seu governo ancorado. Assim haverá posicionamento, limites e ordem.

Nesse sentido, pessoas numa "ocupação fraudulenta" decidem e agem, sem que haja um prévio acordo com a dona da casa. A mensagem "inconsciente" que essa mulher recebe é de que ela é "incompetente" para exercitar suas próprias competências. Antes de sair da casa da sua mãe, onde ela era a dona, você precisa se preparar, porque pra ser dona de uma casa é preciso passar por um processo de iniciação, onde você aprende suas funções, posicionamento, a comunicação com a vida desse ambiente para integrá-lo; portanto, todo o ecossistema, sons, necessidades, ritmo, etc.  Não havendo isso, e ficando totalmente fora do seu lugar de dona da casa e mãe, as crianças e a casa sentem a sua falta e começam a se movimentar a serviço do reestabelecimento da ordem, instalando o caos, ou seja, te chamando de volta.

Você, mulher, só vai integrar o seu lar, quando dominá-lo. É a mãe quem determina o que comer, as regras, os estudos, os limites da casa, o sono, a educação dos sentimentos, a espiritualidade... é a mãe quem escolhe a decoração e tudo o que é interno, intrauterino... é a mãe quem o alimenta enquanto está em seu ventre. O lar é a manifestação do Ventre Sagrado. A mulher conhece quando a casa precisa de maiores cuidados, cada som de porta, janela, vento, quanto tempo de limpeza, quais produtos mais bem aceitos pelos elementos de constituição física da casa. Quando qualquer pessoa, sem o pedido formal e o consentimento dessa mãe, interfere nessas questões, a alienação está instituída e todos sentem  as consequências.

Para quem está se perguntando, o pai precisa brincar e ensinar as coisas do mundo e da vida, como é lá fora, como é a inteligência financeira, as profissões, dirigir um carro, um avião, uma empresa, o relacionamento social, os riscos e limites na sociedade, etc. O pai desde o início vai preparando essa criança a ser autêntica e independente, possuir iniciativa, formar seu próprio sistema familiar e seguir pra vida. Na casa, ele a protege, cuida da segurança em todas as suas formas e também de seus integrantes. Ele ajuda nas tarefas e afazerem domésticos, respeitando as regras e acordos com a dona da casa.

Cada um escolhendo o seu próprio lugar, de acordo com suas funções naturais, apesar das infinitas possibilidades, usando do poder da escolha em viver a única possibilidade dentro da ordem do que já se é, conforme as condições de nascimento, por meio da aceitação e manifestação, promoverá a liberdade e a felicidade plena. Tudo é como é. E deve ser assim. Assim é sempre o melhor.

Academia Matemática das Relações
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